Oferta 2026/2 · Texto publicado
Plano de Ensino
Objetivos, competências, metodologia, avaliação e as 16 Semanas de conteúdo da disciplina.
Identificação
- Disciplina
- Banco de Dados 2
- Curso
- Engenharia de Software
- Unidade
- Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE)
- Universidade
- Universidade de Brasília
- Pré-requisito
- Introdução a Banco de Dados
- Carga horária
- 60h — 4 créditos
- Estrutura
- 2 Encontros semanais de 2h, ao longo de 16 Semanas
- Oferta
- 2026/2
- Fio condutor
- O ciclo de vida do dado, do byte gravado em disco à decisão tomada
Objetivo geral
Capacitar o estudante a projetar, implementar e justificar a camada de dados de um sistema de software, escolhendo tecnologias de armazenamento e processamento com base em evidências empíricas e em requisitos explícitos, ao longo de todo o ciclo de vida do dado.
Competências
Ao fim da disciplina, o estudante deve ser capaz de:
- Descrever o que é engenharia de dados e situar o engenheiro de dados entre as demais funções técnicas e a liderança de uma organização.
- Nomear os cinco estágios do ciclo de vida da engenharia de dados e os seis elementos subjacentes, e usá-los como vocabulário de projeto.
- Avaliar uma arquitetura de dados à luz dos princípios de boa arquitetura, distinguindo acoplamento forte de fraco e decisão reversível de irreversível.
- Escolher tecnologias ao longo do ciclo de vida com base em custo total de propriedade, interoperabilidade e medição própria, registrando a decisão em um ADR.
- Caracterizar sistemas de origem — bancos de aplicação, APIs, arquivos, logs, filas e fluxos — e as garantias que cada um oferece.
- Selecionar sistemas e abstrações de armazenamento, distinguindo arquivo, bloco e objeto, e warehouse, lake e lakehouse.
- Implementar ingestão em lote e em fluxo contínuo, incluindo captura de dados de alteração, com tratamento de dados atrasados e de falhas.
- Modelar e transformar dados para consumo analítico, escolhendo entre normalização, modelagem dimensional, Data Vault e tabelas largas.
- Disponibilizar dados para análise, machine learning e ETL reverso, com camadas semânticas e definições de métrica explícitas.
- Aplicar segurança e privacidade ao longo de todo o ciclo — privilégio mínimo, criptografia, monitoramento — e comunicar decisões de dados a público misto, técnico e gestor.
O livro-texto
Fundamentos de Engenharia de Dados, de Joe Reis e Matt Housley (Novatec, 2023 — tradução de Fundamentals of Data Engineering, O’Reilly, 2022), é o conteúdo desta disciplina. As 16 Semanas percorrem os capítulos 1 a 11 e os dois apêndices, na ordem do livro; os quatro módulos correspondem às suas três partes, com a Parte II dividida em dois. A numeração de capítulos é a mesma na edição em português e no original.
O ciclo de vida em cinco estágios e os seis elementos subjacentes são o vocabulário que a disciplina inteira usa, do primeiro Encontro à defesa.
Duas coisas que o livro não traz e que este plano acrescenta. A LGPD entra na Semana 14, ao lado do capítulo de segurança e privacidade, porque o Projeto Integrado exige análise de LGPD do que for construído e porque é a lei sob a qual esses dados são tratados. E os elementos subjacentes ganham tratamento explícito na Semana 2 e no Projeto Integrado, já que orquestração agendada e testes de qualidade são requisitos de produto do projeto e no livro não têm capítulo próprio.
O que fica de fora: internals de SGBD — B-tree × LSM-tree, MVCC, níveis de isolamento, leitura de planos de execução — são conteúdo do pré-requisito, Introdução a Banco de Dados. Esta disciplina usa o banco; não o abre.
As demais obras da bibliografia passam a ser complementares e aprofundam pontos específicos: Kleppmann nos sistemas distribuídos das Semanas 4 e 8, Kimball na modelagem dimensional da Semana 11, Silberschatz e Elmasri no que o pré-requisito deixou.
O eixo transversal da disciplina, apresentado adiante, é o capítulo 4 — Escolhendo tecnologias ao longo do ciclo de vida da engenharia de dados. É a leitura que fundamenta o Método de Decisão e a exigência de medição própria na avaliação de ADR.
Plano das 16 Semanas
A coluna No livro aponta o capítulo que sustenta cada Semana.
Seguindo a estrutura do livro, os elementos subjacentes — segurança, gerenciamento de dados, DataOps, arquitetura de dados, orquestração e engenharia de software — não têm Semana própria. São apresentados na Semana 2 e retomados em cada estágio do ciclo, que é exatamente como o livro os trata. Qualidade de dados, testes e orquestração agendada, exigidos pelo Projeto Integrado, entram por aí e são praticados no Projeto Integrado.
Módulo I — Fundamentos e componentes essenciais
Parte I do livro. Semanas 1 a 5.
No livro-texto: capítulos 1 a 4, na íntegra.
| Semana | Tema | Conteúdo | No livro |
|---|---|---|---|
| 1 | Descrição do que é engenharia de dados | Definição do campo. Evolução do engenheiro de dados. Engenharia de dados × ciência de dados. Maturidade de dados e o que ela muda no trabalho. Habilidades, responsabilidades comerciais e técnicas, o engenheiro tipo A e tipo B. O engenheiro entre as demais funções técnicas e a liderança corporativa. Formação de Squads e escolha de domínio. | Cap. 1 |
| 2 | O ciclo de vida da engenharia de dados | Os cinco estágios: geração, armazenamento, ingestão, transformação e disponibilização. Ciclo de vida do dado × ciclo de vida da engenharia de dados. Os seis elementos subjacentes que atravessam todos os estágios: segurança, gerenciamento de dados, DataOps, arquitetura de dados, orquestração e engenharia de software. | Cap. 2 |
| 3 | Princípios de uma boa arquitetura de dados | Arquitetura corporativa × arquitetura de dados. Os nove princípios: escolher componentes comuns com sabedoria, planejar para falhas, projetar para escalabilidade, arquitetura como cerne da liderança, arquitetar sempre, sistemas fracamente acoplados, decisões reversíveis, priorizar a segurança, adotar FinOps. | Cap. 3 |
| 4 | Conceitos e exemplos de arquitetura | Domínios e serviços. Sistemas distribuídos, escalabilidade e planejamento para falhas. Acoplamento forte × fraco: camadas, monolitos e microsserviços. Locatário único × multilocatário. Arquitetura orientada a eventos. Projetos brownfield × greenfield. Data warehouse, data lake, lakehouse, pilha de dados moderna, Lambda, Kappa, Dataflow, IoT e Data Mesh. | Cap. 3 |
| 5 | Escolhendo tecnologias ao longo do ciclo | Tamanho e capacidade da equipe, velocidade de entrada no mercado, interoperabilidade. Custo total de propriedade, custo de oportunidade e FinOps. Tecnologias imutáveis × transitórias. On-premises, nuvem, híbrida, multicloud e os argumentos de repatriação. Construir × comprar; código aberto × jardim murado. Monolítico × modular e o padrão do monolito distribuído. Serverless × servidor. A guerra de benchmarks. | Cap. 4 |
Módulo II — O ciclo em detalhes: origem, armazenamento e ingestão
Parte II do livro, primeira metade. Semanas 6 a 9.
No livro-texto: capítulos 5 a 7, mais o Apêndice A.
| Semana | Tema | Conteúdo | No livro |
|---|---|---|---|
| 6 | Geração de dados em sistemas de origem | Como o dado é criado. Arquivos e dados não estruturados, APIs, bancos de dados de aplicação (OLTP), sistemas OLAP, captura de dados de alteração, logs e logs de banco de dados. CRUD e o padrão insert-only. Mensagens, fluxos e tipos de registro de tempo. Compartilhamento de dados, fontes de terceiros, filas de mensagens e plataformas de streaming de eventos. | Cap. 5 |
| 7 | Armazenamento: os ingredientes crus | Unidade de disco magnético, unidade de estado sólido, memória de acesso aleatório, redes e CPU. Serialização baseada em linhas, colunar e híbrida. Compressão — gzip, bzip2, Snappy. Cache e a hierarquia de custo por acesso. | Cap. 6 e Apêndice A |
| 8 | Sistemas e abstrações de armazenamento | Máquina única × armazenamento distribuído. Consistência eventual × consistência forte. Armazenamento de arquivos, de blocos, de objetos e de streaming; HDFS; sistemas baseados em memória. Índices, particionamento e clustering. Data warehouse, data lake, lakehouse e plataformas de dados. Catálogo de dados, compartilhamento, esquema, separação entre computação e armazenamento, ciclo de vida e retenção, multilocação. | Cap. 6 |
| 9 | Ingestão | Dados limitados × ilimitados. Frequência. Ingestão síncrona × assíncrona. Confiabilidade, durabilidade e carga útil. Padrões push, pull e poll. Lote: snapshot × extração diferencial, ETL × ELT, tamanho de lote, migração. Streaming: evolução de esquema, dados que chegam atrasados, ordenação e entrega múltipla, replay, tempo de vida, filas de mensagens mortas. Formas de ingestão: conexão direta, CDC, APIs, filas, conectores gerenciados, objetos, EDI, webhooks, web scraping. | Cap. 7 |
Módulo III — Consultas, modelagem, transformação e disponibilização
Parte II do livro, segunda metade. Semanas 10 a 13.
No livro-texto: capítulos 8 e 9, na íntegra.
| Semana | Tema | Conteúdo | No livro |
|---|---|---|---|
| 10 | Consultas | O que é uma consulta e qual é a sua vida útil. O otimizador de consultas. Aprimorando o desempenho da consulta. Consultas sobre dados de streaming. | Cap. 8 |
| 11 | Modelagem de dados | O que é um modelo de dados. Modelos conceitual, lógico e físico. Normalização. Técnicas de modelagem de dados analíticos em lote: Inmon, Kimball, Data Vault e tabelas largas. Modelando dados de streaming. | Cap. 8 |
| 12 | Transformações | Transformações em lote. Visualizações materializadas, federação e virtualização de consultas. Transformações e processamento de streaming. Os elementos subjacentes em ação: gerenciamento de dados, DataOps e orquestração aplicados à transformação. | Cap. 8 |
| 13 | Disponibilizando dados para análise, ML e ETL reverso | Confiança, caso de uso e quem é o usuário. Produtos de dados e autoatendimento. Definições e lógica de dados; Data Mesh. Análise de negócios, operacional e incorporada. Machine learning: o que um engenheiro de dados precisa saber. Formas de disponibilizar: troca de arquivos, bancos, streaming, federação de consultas, compartilhamento, camadas semânticas e de métricas, notebooks. ETL reverso. | Cap. 9 |
Módulo IV — Segurança, privacidade e o futuro
Parte III do livro. Semanas 14 e 15.
No livro-texto: capítulos 10 e 11, mais o Apêndice B.
| Semana | Tema | Conteúdo | No livro |
|---|---|---|---|
| 14 | Segurança e privacidade | Pessoas: o poder do pensamento negativo e a paranoia útil. Processos: falsa sensação × hábito de segurança, segurança ativa, princípio do privilégio mínimo, responsabilidade compartilhada na nuvem, backup, exemplo de política de segurança. Tecnologia: patches, criptografia, registro de logs, monitoramento e alertas, acesso à rede, segurança de baixo nível. Topologia de rede em nuvem, zonas, regiões e custos de saída. Complemento local: LGPD aplicada a plataformas de dados. | Cap. 10 e Apêndice B |
| 15 | O futuro da engenharia de dados | Por que o ciclo de vida veio para ficar. A diminuição da complexidade e a ascensão de ferramentas fáceis de usar. O sistema operacional de dados em escala de nuvem e a melhoria na interoperabilidade. Engenharia de dados “empresarial” e a transformação das funções. Da pilha de dados moderna à pilha em tempo real. A fusão de dados com aplicações e a relação estreita com ML. Dados de matéria escura. | Cap. 11 |
Encerramento
| Semana | Tema | Conteúdo | No livro |
|---|---|---|---|
| 16 | Defesa e retrospectiva | Apresentação da plataforma completa a banca com perfil técnico e de gestão. Arguição sobre as decisões tomadas. Retrospectiva do ciclo de vida percorrido, estágio a estágio, e dos elementos subjacentes que o atravessaram. | Retomada do cap. 2 |
Mapeamento com o roadmap de Engenharia de Dados
O que a disciplina cobre, com que profundidade, e o que ela deliberadamente remete a outro lugar.
| Bloco do roadmap | Onde é tratado | Profundidade |
|---|---|---|
| SQL e bancos relacionais | Semanas 6 e 10 | Uso, otimizador e desempenho de consulta |
| Modelagem de dados: normalização, dimensional, Data Vault | Semana 11 | Aprofundada |
| Bancos NoSQL: documento, chave-valor, colunar largo, grafo | Semanas 6 e 8 | Menções — o livro não percorre as famílias |
| Data warehousing e OLAP | Semanas 8, 11 e 13 | Aprofundada |
| Data lakes e lakehouse: Parquet, Iceberg, Delta | Semanas 7 e 8 | Aprofundada |
| ETL/ELT e pipelines | Semanas 9 e 12 | Prática |
| Processamento em lote e em fluxo: Kafka, CDC | Semanas 6 e 9 | Prática |
| Orquestração: Airflow, Dagster | Semana 2 e Projeto Integrado | Elemento subjacente — sem Semana própria, conforme o livro |
| Qualidade, testes e observabilidade | Semana 2 e Projeto Integrado | Elemento subjacente — idem |
| Sistemas distribuídos: replicação, particionamento, consistência | Semanas 4 e 8 | Conceitual |
| Governança, catálogo, linhagem e segurança | Semanas 8, 13 e 14 | Aprofundada |
| LGPD | Semana 14 | Complemento local — não tratada pelo livro, exigida pelo Projeto Integrado |
| Nuvem, IaC, Kubernetes | Semanas 5 e 14 (Apêndice B) | Conceitual — aprofundamento remetido a Computação em Nuvem / DevOps |
| Spark e processamento distribuído em cluster | Seminários | Introdutório — remetido a Big Data / eletiva |
| Dados vetoriais, embeddings, RAG | Seminários | Fora do escopo do livro — remetido aos Seminários Técnicos |
| Internals de SGBD: B-tree, MVCC, isolamento, planos | — | Fora do escopo — pré-requisito, Introdução a Banco de Dados |
| Arquiteturas organizacionais: data mesh, contratos | Semanas 4 e 13 | Conceitual |
Metodologia
Aprendizagem orientada a projeto, com sala invertida e trabalho contínuo de Squad.
- Encontro conceitual (2 h) — exposição dialogada curta, de cerca de 40 minutos, seguida de estudo de caso ou leitura de paper e discussão dos compromissos arquiteturais em jogo. A leitura prévia é obrigatória: o Encontro discute o que você leu, não o resume.
- Projeto Integrado — Squads de 4 a 5 pessoas constroem, ao longo do semestre, uma plataforma de dados completa sobre um domínio real de dados abertos, em quatro Entregas incrementais.
- Diário de bordo — registro semanal curto por Squad: o que foi medido, o que surpreendeu, o que foi decidido. É insumo das retrospectivas e da defesa final.
- Seminários Técnicos — nas Semanas 13 a 15, cada Squad apresenta um aprofundamento sobre tópico do roadmap de Engenharia de Dados que os Encontros não cobrem.
O eixo transversal: decidir com método
A disciplina trata a escolha de tecnologia de dados como um método, não como preferência. O Método de Decisão tem seis passos, e atravessa todos os ADRs produzidos no semestre:
- Caracterizar a carga — volume, taxa de escrita e de leitura, cardinalidade, padrão de acesso, latência tolerada, sazonalidade.
- Explicitar as restrições não funcionais — consistência exigida, disponibilidade, custo, requisitos legais, competência da equipe, licenciamento.
- Levantar candidatos — no mínimo três, incluindo obrigatoriamente a opção nula: “continuar no PostgreSQL que já temos”.
- Prototipar e medir — benchmark mínimo com dados do próprio domínio, nunca sintético genérico.
- Registrar o compromisso — o que se ganha, o que se perde, o que se torna irreversível.
- Definir o gatilho de revisão — sob qual métrica essa decisão deixa de valer.
Esse método tem contrapartida direta no livro-texto: o capítulo 4 de Fundamentos de Engenharia de Dados trata a escolha de tecnologia ao longo do ciclo de vida — custo total de propriedade, tecnologias imutáveis × transitórias, construir × comprar, monolítico × modular. A seção sobre a guerra de benchmarks é a justificativa do passo 4: comparação publicada por fornecedor é otimizada para o caso do fornecedor, e por isso a medição tem de ser feita com dado do próprio domínio.
O instrumento é o ADR (Architecture Decision Record), no formato Nygard: contexto, decisão, status, consequências. Cada Squad mantém um portfólio versionado no próprio repositório, com 5 ADRs obrigatórios ao longo do semestre. O guia de ADR traz o template e os critérios de avaliação.
O Projeto Integrado
“Do dado bruto à decisão pública.” Cada Squad escolhe um domínio de dados abertos governamentais brasileiros — saneamento e SNIS, habitação, transferências e execução orçamentária, mobilidade urbana — e constrói a plataforma que permite responder a uma pergunta de gestão real.
Requisitos mínimos do produto final:
- uma fonte transacional (OLTP) modelada e populada;
- ingestão em lote e um fluxo de mudanças (CDC ou streaming);
- camada de armazenamento analítico em formato aberto;
- transformações versionadas com testes de qualidade e orquestração agendada;
- camada de consumo dupla: painel analítico e camada semântica de métricas, com um caminho de ETL reverso;
- catálogo, linhagem e análise de LGPD do que foi construído;
- 5 ADRs.
A especificação completa, com as quatro Entregas e seus checklists de aceite, está em Projeto Integrado.
Avaliação
| Instrumento | Peso | Descrição |
|---|---|---|
| Projeto Integrado | 55% | E1 10% · E2 12% · E3 14% · E4 14% — peso crescente |
| Portfólio de 5 ADRs | 15% | Avaliado pela qualidade do raciocínio e da evidência, não pela escolha feita |
| Seminário Técnico + defesa final | 15% | Apresentação de 20 min + arguição, para público técnico e de gestão |
| Participação nos Encontros | 15% | Participação ativa em sala, com leitura prévia feita |
As avaliações completas — de ADR, de Entrega e de Seminário — estão em Avaliação, cada uma linkável por âncora.
Uso de assistentes e agentes de IA
Esta Oferta adota uma Política de Uso de IA própria. Em resumo: o uso é esperado, não tolerado, e o princípio é transparência em vez de proibição. Não há penalidade por usar; há penalidade por não declarar e por não entender o que se entregou.
O uso é registrado no AI-USAGE.md do repositório da Squad, e não é permitido
nos instrumentos que medem entendimento individual — arguições presenciais,
quizzes, avaliação por pares e ensaio de reflexão crítica.
A política regula como os instrumentos deste plano são conduzidos; ela não altera peso nem critério de avaliação.
Recursos e ferramental
Toda a stack é software livre e executável localmente, alinhada à prática do Lab Livre e reprodutível sem custo de nuvem. A tabela completa por camada, com link para a documentação oficial de cada ferramenta, está em Materiais e ambiente.
Em resumo: PostgreSQL com PostGIS no transacional; DuckDB no analítico; MinIO para objetos; Parquet, Iceberg ou Delta nos formatos abertos; Redpanda ou Kafka com Debezium no fluxo e CDC; dbt ou SQLMesh na transformação; Airflow ou Dagster na orquestração; MongoDB, Neo4j e Redis nos não relacionais; Great Expectations na qualidade; OpenMetadata ou DataHub no catálogo; Metabase ou Superset no consumo; Docker Compose no empacotamento.
Fontes de dados sugeridas: Portal Brasileiro de Dados Abertos, SNIS, IBGE e Portal da Transparência.
Bibliografia
Básica
- REIS, J.; HOUSLEY, M. Fundamentos de Engenharia de Dados: projete e construa sistemas de dados robustos. Novatec, 2023. (É o conteúdo da disciplina: as 16 Semanas percorrem os capítulos 1 a 11 e os dois apêndices, na ordem do livro. Tradução de Fundamentals of Data Engineering (O’Reilly, 2022); a numeração de capítulos é idêntica nas duas edições.)
- KLEPPMANN, M. Designing Data-Intensive Applications. O’Reilly, 2017. (Aprofunda os sistemas distribuídos das Semanas 4 e 8 — replicação, particionamento e consistência.)
- SILBERSCHATZ, A.; KORTH, H.; SUDARSHAN, S. Database System Concepts. 7. ed. McGraw-Hill, 2019. (Internals de SGBD — conteúdo de Introdução a Banco de Dados, retomado aqui como consulta. Slides e material de apoio abertos no site oficial.)
- KIMBALL, R.; ROSS, M. The Data Warehouse Toolkit. 3. ed. Wiley, 2013. (Aprofunda a modelagem dimensional da Semana 11.)
- ELMASRI, R.; NAVATHE, S. Sistemas de Banco de Dados. 7. ed. Pearson, 2018. (Apoio em português ao conteúdo de Introdução a Banco de Dados.)
Complementar
- PETROV, A. Database Internals. O’Reilly, 2019.
- WINAND, M. SQL Performance Explained. 2012. Disponível em linha.
- SADALAGE, P.; FOWLER, M. NoSQL Distilled. Addison-Wesley, 2012.
- DENSMORE, J. Data Pipelines Pocket Reference. O’Reilly, 2021.
- MACHADO, F. N. R. Tecnologia e Projeto de Data Warehouse. 6. ed. Érica, 2013.
- DAMA INTERNATIONAL DAMA-DMBOK: Data Management Body of Knowledge. 2. ed. 2017.
- BRASIL Lei nº 13.709/2018 — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. 2018. Disponível em linha.
- MALKOV, Y.; YASHUNIN, D. Efficient and robust approximate nearest neighbor search using Hierarchical Navigable Small World graphs. IEEE TPAMI, 2020. Disponível em linha.
- LEWIS, P. et al. Retrieval-Augmented Generation for Knowledge-Intensive NLP Tasks. NeurIPS, 2020. Disponível em linha.
- ARMBRUST, M. et al. Lakehouse: A New Generation of Open Platforms that Unify Data Warehousing and Advanced Analytics. CIDR, 2021. Disponível em linha.
- NYGARD, M. Documenting Architecture Decisions. 2011. Disponível em linha.
Documentação oficial de PostgreSQL, DuckDB, Apache Iceberg, dbt, Apache Airflow e Debezium é material de consulta corrente da disciplina, com links em Materiais.