Fonte transacional modelada e populada
O primeiro estágio do ciclo de vida: um sistema de origem OLTP real, com esquema versionado e carga reprodutível a partir de dados abertos brasileiros.
Projeto Integrado · 55% da nota
Cada Squad constrói, ao longo do semestre, a plataforma de dados que permite responder a uma pergunta de gestão real sobre um domínio de dados abertos brasileiros.
O Projeto Integrado é o fio que costura os quatro módulos. Você não constrói um trabalho por módulo: constrói uma plataforma, do sistema transacional ao painel que alguém usa para decidir, e a cada Entrega ela ganha uma camada nova do ciclo de vida do dado.
O domínio é real e o dado é público. Não há dataset didático limpo esperando por você — dados abertos governamentais brasileiros vêm com CSV mal formado, codificação inconsistente, série interrompida e documentação desatualizada. Isso não é obstáculo à disciplina; é o objeto dela.
Squads de 4 a 5 pessoas, formadas na Semana 1 e mantidas até a defesa. Menos de 4 sobrecarrega; mais de 5 esconde quem não participa.
O trabalho acontece num repositório público da Squad, sob organização própria ou pessoal. Público desde o início: parte da avaliação é o processo evidenciado no histórico do git, e histórico reescrito na véspera se reconhece.
Cada Squad mantém, no repositório:
docker-compose.yml que sobe tudo;docs/adr/ com os 5 ADRs;docs/diario/ com o registro semanal — o que foi medido, o que surpreendeu, o
que foi decidido;AI-USAGE.md com o registro de uso de assistentes e agentes de IA, conforme a
Política de Uso de IA;README.md que permite a terceiro subir e entender a plataforma.Na Semana 1, cada Squad escolhe um domínio de dados abertos governamentais brasileiros e formula a pergunta de gestão que a plataforma vai responder.
A pergunta é o critério de tudo o que vem depois. Ela precisa ser específica o bastante para ter resposta, e importante o bastante para alguém querer a resposta. “Como está o saneamento no Brasil?” não serve. “Quais municípios do Centro-Oeste tiveram queda de cobertura de esgoto entre 2018 e 2023, e o que os distingue dos que subiram?” serve.
Domínios sugeridos, com fonte:
Dois requisitos que restringem a escolha, e que costumam passar despercebidos na Semana 1:
A plataforma final, ao fim da E4, precisa ter:
Nenhum desses itens é opcional, e nenhum deles exige nuvem paga: a stack completa é software livre e roda em Docker Compose na máquina de vocês.
Duas avaliações se aplicam. A avaliação de Entrega vale para E1 a E4, com cinco critérios: funcionamento e reprodutibilidade (30%), adequação técnica (25%), qualidade e testes de dados (20%), documentação e ADRs (15%), processo da Squad (10%). A avaliação de ADR avalia o portfólio, que corre por fora, valendo 15% da nota final.
O critério que mais reprova é o primeiro: a plataforma precisa subir do zero,
em máquina limpa, a partir do repositório. Funcionar no computador de quem
escreveu não conta. Teste isso antes de entregar, num diretório novo, com
git clone de verdade.
Peso crescente: a Squad erra barato no começo e é cobrada com rigor no fim. Cada Entrega tem página própria com o checklist de aceite que a monitoria usa na correção.
O primeiro estágio do ciclo de vida: um sistema de origem OLTP real, com esquema versionado e carga reprodutível a partir de dados abertos brasileiros.
O dado sai da origem e chega ao armazenamento analítico em formato aberto, por dois caminhos de natureza diferente.
Consulta, modelagem e transformação: o modelo analítico versionado, testado e orquestrado, respondendo à pergunta declarada na E1.
O último estágio do ciclo: disponibilização com camada semântica e ETL reverso, catálogo, linhagem, análise de LGPD, e a defesa da plataforma diante de banca com perfil técnico e de gestão.