Regra da disciplina
Política de Uso de IA
O uso de assistentes e agentes de IA nesta disciplina é esperado, não tolerado. Não há penalidade por usar; há penalidade por não declarar e por não entender.
O uso de assistentes e agentes de IA nesta disciplina é esperado, não tolerado. O princípio é transparência, não proibição.
Não há penalidade por usar. Há penalidade por não declarar e por não entender.
A razão é simples: a camada de dados de um sistema hoje é escrita com essas ferramentas, e fingir o contrário treinaria vocês para um mundo que não existe. Mas a disciplina avalia raciocínio, não digitação — e raciocínio que você não consegue reconstruir não é seu, tenha vindo de onde tiver vindo.
Onde é esperado, e deve ser registrado
Use à vontade, e registre:
- implementação — código da plataforma, consultas, migrações, configuração;
- testes — de software e de dados;
- documentação — README, ADRs, diário de bordo;
- exploração de bibliotecas — entender uma ferramenta nova, ler documentação por atalho, comparar alternativas;
- refatoração.
O registro vive no AI-USAGE.md do repositório da Squad, versionado como
qualquer outro artefato. Ele não precisa ser longo: precisa ser verdadeiro e
contemporâneo ao uso. Registro escrito de memória na véspera da Entrega tende a
ser impreciso, e imprecisão aqui é o que a política pune.
Onde não é permitido
Nos instrumentos que existem justamente para medir o que você entende:
- arguições individuais presenciais;
- quizzes;
- avaliação por pares;
- ensaio de reflexão crítica.
Nesses momentos não há ferramenta a consultar, e é esse o ponto. Se o artefato foi construído com ajuda e você o entendeu, a arguição confirma; se não, ela revela. Não é armadilha — é a mesma pergunta que um colega faria numa revisão de código.
O que constitui infração
- Usar IA nos instrumentos individuais listados acima
- Omitir ou falsificar o registro de uso
- Entregar artefato que você não sabe explicar
- Apresentar trabalho de colega como seu
Repare no terceiro item: ele não menciona IA. Entregar código que você não sabe explicar sempre foi infração — a ferramenta apenas tornou mais fácil chegar lá sem perceber. O critério não mudou; a facilidade de tropeçar nele, sim.
E repare no que não está na lista: gerar uma primeira versão de um modelo dimensional com um assistente, pedir que ele explique um plano de execução, ou usá-lo para escrever a suíte de testes. Nada disso é infração. É trabalho — e com registro, é trabalho declarado.
Como isso é apurado
A apuração é a mesma de qualquer outra afirmação técnica nesta disciplina: pela capacidade de sustentá-la sob arguição. Não há detector de texto gerado, e nenhum seria confiável se houvesse.
O que existe é a defesa, a arguição do Seminário e a conversa em sala — onde a pergunta é sempre a mesma: por que assim, e o que você mediu para chegar aí. Quem construiu com ajuda e entendeu responde. Quem não construiu, não.
Infração apurada é tratada nos termos do Código de Conduta e, quando couber, das instâncias disciplinares da Universidade.
Esta política e o Plano de Ensino
Esta política complementa o Plano de Ensino: ela regula como os instrumentos já previstos podem ser conduzidos. Ela não altera peso nem critério de avaliação — esses continuam sendo os do documento aprovado pelo colegiado.
Vale também para o outro lado da mesa. Este site foi construído com agente de IA, e o que foi gerado está declarado em Sobre este site — pela mesma regra que se pede a vocês.